Messias coloca cargo à disposição, mas Lula pede que decisão não seja tomada com 'cabeça quente'

Após a derrota na sabatina entre os senadores, o ministro-chefe da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias, colocou o cargo à disposição do presidente Lula, mas o presidente pediu que ele não tomasse nenhuma decisão com a "cabeça quente". Messias comunicou a Lula pessoalmente, mas os dois devem se reunir na próxima semana, segundo apuração da CBN. O presidente já agendou o encontro para definir, junto ao ministro da Advocacia-Geral da União, os próximos passos, embora ainda não haja decisão sobre uma eventual saída do cargo. Nesta semana, Jorge Messias entrou para a história ao se tornar o primeiro nome rejeitado ao Supremo desde 1894. Ele precisava de pelo menos 41 votos no Senado, mas obteve apenas 34. Um dos incômodos de Jorge Messias, segundo interlocutores, seria a necessidade de seguir negociando e mantendo relações institucionais com autoridades, como senadores e ministros do Supremo, que atuaram como opositores à sua nomeação para a vaga deixada por Luís Roberto Barroso.


Messias coloca cargo à disposição, mas Lula pede que decisão não seja tomada com 'cabeça quente'

Após a derrota na sabatina entre os senadores, o ministro-chefe da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias, colocou o cargo à disposição do presidente Lula, mas o presidente pediu que ele não tomasse nenhuma decisão com a "cabeça quente". Messias comunicou a Lula pessoalmente, mas os dois devem se reunir na próxima semana, segundo apuração da CBN. O presidente já agendou o encontro para definir, junto ao ministro da Advocacia-Geral da União, os próximos passos, embora ainda não haja decisão sobre uma eventual saída do cargo. Nesta semana, Jorge Messias entrou para a história ao se tornar o primeiro nome rejeitado ao Supremo desde 1894. Ele precisava de pelo menos 41 votos no Senado, mas obteve apenas 34. Um dos incômodos de Jorge Messias, segundo interlocutores, seria a necessidade de seguir negociando e mantendo relações institucionais com autoridades, como senadores e ministros do Supremo, que atuaram como opositores à sua nomeação para a vaga deixada por Luís Roberto Barroso.